Os
pesquisadores de segurança da Microsoft está avisando sobre uma nova
geração de poderosos sistemas de monitoramento, também chamados de "rootkits"",
que são quase impossíveis de se detectar nas versões atuais dos programas
de segurança e que são uma séria ameaça para as corporações e usuários
finais.
Programas
que bisbilhotam o computador estão se tornando cada vez mais comuns e
podem, em breve, serem usados para criar uma nova geração de spywares e
worms, afirmaram dois pesquisadores da Microsoft, durante a RSA Security
Conference, em São Francisco, nos Estados Unidos.
Com nomes como
"Hacker Defender", "FU" e "Vanquish", os programas de "rootkits" circulam
há anos, mas estão cada vez mais sofisticados, de acordo com Mike
Danseglio e Kurt Dillard, ambos doSecurity Solutions Group, da Microsoft.
Eles são
usados por hackers para controlar, atacar e roubar informações quando
instalado em computador, tipicamente sem que o dono da máquina tenha
conhecimento.
Uma vez
instalados, muitos do rootkits rodam silecionamente, mas podem ser
facilmente localizados. No entanto, os "kernel rootkits", que modifica o
kernel (núcleo), estão se transformando cada vez mais comum.
De acordo com
Danseglio, os autores de rootkits estão mais habilidosos na arte de
esconder suas criações. Alguns deles são capazes de interceptar as
consultas ou "chamadas dos sistemas" para o kernel e filtrar as consultas
geradas para o software rootkit.
O resultado é
que os típicos sinais de que o programa está rodando um arquivo executável
malicioso é invisível para o administrator e para as ferramentas de
detecção.
O aumento dos
rootkits sofisticados e a velocidade com que tais técnicas estão migrando
dos rootkits para os spywares e vírus pode ser resultado da influência de
grupos organizados de crimes virtuais, acredita Dillard.
As melhores
ferramentas para detectar os rootkits são feitas pelos próprios autores
das ameaças, não pelas empresas de segurança, disseram os pesquisadores da
Microsoft.
Há poucas
estratégias para detectar os kernel rootkits em um sistema infectado,
especialmente por que eles se comportam e usam estratégias diferenciadas
para se esconderem.
Os
pesquisadores da Microsoft desenvolveram uma ferramenta, chamada de "Strider
Ghostbuster". (Veja:
http://research.microsoft.com/research/pubs/view.aspx?type=Technical%20Report&id=775)
No entanto, os
pesquisadores da Microsoft avisam que a forma mais confiável para remover
os rootkits é apagar completamente o disco rígido infectado e reinstalar o
sistema operacional.
IDGNOW
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