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O fundador e presidente da Barracuda Networks, o norte-americano Dean Drako, traçou um panorama preocupante sobre a ameaça de ataques de spyware em ambientes particulares e corporativos.
Em visita a São Paulo para o lançamento de uma solução de hardware e
software de segurança para médias e grandes empresas, o executivo afirmou
que os criadores de programas espiões tornaram-se mais profissionais e que
firewalls comuns barram apenas 10% das ameaças.
Segundo ele, os pontos de vulnerabilidade do Windows fugiram ao controle da
própria Microsoft.
"O Windows se tornou uma coisa tão complicada que nem a Microsoft o entende
mais", disse Drako, nesta quinta-feira, acrescentando que o sistema
operacional está muito mais exposto a invasões tanto por sua vulnerabilidade
de arquitetura quanto pelo tamanho gigantesco de sua base de usuários no
mundo.
Para o executivo, que também é pesquisador em segurança e foi um dos
precursores no combate a spywares, não há proteção suficiente em soluções
baseadas apenas em software, nem em firewalls comuns.
Tal situação o levou a lançar no mercado o Barracuda Spyware Firewall,
appliance de rede destinado a filtrar o tráfego de internet de uma empresa e
barrar toda comunicação não solicitada pelo usuário.
"Nossa definição de spyware é simples: bloqueamos tudo o que se comunica com
a internet sem a percepção ou o consentimento do usuário. Firewalls comuns
não oferecem isso. Alguns protegem 10%, mas não 100% como o nosso", afirmou
Drako.
A solução da Barracuda, lançada agora no Brasil com distribuição da CLM
Software, é destinada a médias e grandes empresas, custa a partir de US$ 4,5
mil e não utiliza licenciamento por número de usuários, mas por appliance
instalado.
A Barracuda, que já tem soluções específicas para análise de e-mail e
filtragem de spams, trabalha em um produto para vigiar também as ameaças
disseminadas por instant messaging, mas não pretende, pelo menos por
enquanto, atender o usuário doméstico e microempresas.
Segundo Drako, como a luta contra ladrões de bancos, que já dura mais de 100
anos, combater as ameaças eletrônicas será uma guerra provavelmente para
sempre.
"Os ataques estão mais sofisticados e organizados a cada dia. Não são mais
só garotos de 17 ou 18 anos brincando com vírus. Há uma indústria e um
mercado negro por trás disso. Você pode comprar números de cartão de crédito
pela internet, a 10 centavos de dólar cada um. Por isso temos que nos armar
e nos proteger."
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