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O programa Clam AntiVirus (ClamAV), desenvolvido para sistemas baseados na plataforma Unix, foi atualizado para remover um "falso positivo" que detectava a Licença Pública Geral GNU como um vírus. A informação da remoção errônea da assinatura foi divulgada na lista de discussão da própria empresa.
A Licença Pública Geral GNU (GNU GPL, na sigla em inglês) acompanha os pacotes distribuídos pelo Projeto GNU e uma grande variedade de software livre, incluindo o núcleo do sistema operacional Linux. Em resumo, a GPL permite que desenvolvedores tenham acesso ao código-fonte dos programas e possam modificá-lo, desde que os programas derivados, se distribuídos, sigam as mesmas premissas.
O mais irônico é que o ClamAV também é um programa GPL e, assim como tantos outros, também contém uma cópia desta licença. Esta cópia apresenta-se normalmente como um arquivo de texto simples (TXT), portanto, incapaz de conter um vírus.
O site britânico The Inquirer, que publicou uma nota bem-humorada sobre o incidente, afirma que o episódio provocou um sorriso sarcástico entre os que criticam a GPL em termos ideológicos. Para estes, a licença usa uma estratégia "viral", já que mesmo o código proprietário que eventualmente tenha sido incluído em um projeto de software livre será "contaminado" pela GPL, no caso de redistribuição de trabalhos derivados.
Em contrapartida, o site sugere que o ClamAV substitua a assinatura de vírus relacionada à GPL por uma que detecte os arquivos do Microsoft Office. "Afinal de contas, o envio imotivado de arquivos do Word e Excel a usuários inocentes foi responsável pela 'contaminação' de seus computadores com programas como o Office XP e seus predecessores", graceja The Inquirer.
InfoGuerra
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