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Home Segurança Web Há 20 anos, surgia primeiro vírus de computador
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Há 20 anos, surgia primeiro vírus de computador |
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29-Jun-2006 |
Apesar
do Brain ser o primeiro vírus a se ter conhecimento, ele não é considerado o
primeiro código malicioso. A "honra" cabe ao vírus Elk Cloner, escrito por
Richard Skrenta, que infectava máquinas Apple II.
Evolução
Vírus do setor de inicialização ("vírus de boot", no jargão) hoje estão
extintos, mas tiveram um reinado que durou de 1986 a 1995. Já que a propagação
era feita apenas por disquetes e de um computador para outro, níveis de infecção
só se tornariam altos meses ou anos depois de seu lançamento.
Isso começou a mudar em 1995, com o desenvolvimento do vírus de macro, que
explorava vulnerabilidades nos antigos sistemas operacionais Windows. Por cerca
de quatro anos, os vírus de macro reinaram pelo mundo de TI e os prazos para
propagação maciça diminuíram para um mês após a primeira detecção.
Quando
o e-mail começou a ficar popular, porém, vermes que poderiam causar epidemias
globais em questão de um dia logo surgiram. O mais notável - e também um dos
primeiros - foi o Loveletter, ou ILOVEYOU, uma praga que fingia entregar uma
carta de amor ao internauta. Antes de ser controlado, em 1999, o Loveletter
causou prejuízos estimados em até nove bilhões de dólares, segundo a empresa de
segurança mi2g.
Em 2001, o tempo de propagação diminuiu de um dia para uma hora com a chegada
das pragas de rede, como o Blaster e o Sasser. Em uso até hoje, as técnicas
empregadas nesses dois worms ainda são copiadas nas ameaças atuais.
Segundo a F-Secure, atualmente existem por volta de 150 mil vírus, mas o número
continua a crescer rapidamente. As principais mudanças nesses últimos 20 anos
não foram os métodos de infecção ou técnicas para enganar o internauta, mas sim
o motivo pelo qual as pessoas começam a criar vírus.
Para a empresa finlandesa de segurança, a atividade perdeu o status de "hobby"
para chegar às gangues
criminosas
internacionais em busca de ganho financeiro. E essa moda não parece ter um fim
próximo.
Já o FBI (Federal Bureau of Investigation), nesta quinta-feira (19/01),
afirmou que os crimes por computadores custaram 67,2 bilhões aos negócios
norte-americanos, nos últimos 12 meses, sendo que os vírus e worms representam a
principal fatia das perdas.
É Mikko Hypponen, chefe de pesquisas da F-Secure, que dá o tom do futuro. "Já
encontramos até indícios de que os criadores de vírus estão de olho em laptops
conectados a redes locais como próximo vetor de propagação. Seja qual for o
próximo passo, será interessante ver que tipos de vírus estaremos combatendo
pelos próximos vinte anos - pragas infectando casas inteiras, talvez?".
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