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Microsoft quer indenização de empresa por suposto uso de softwares piratas |
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20-Ago-2008 |
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai apreciar o
pedido de indenização da Microsoft contra uma empresa de engenharia do
Rio de Janeiro, pelo uso sem licença de programas de computador. O
debate já tem data prevista para acontecer: dia 21 e será na Quarta
Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A disputa judicial começou em 1998. A Microsoft
ajuizou ação contra a empresa Sergen – Serviços Gerais de Engenharia e
conseguiu autorização para vistoriar computadores nos quais estariam
instalados softwares irregulares. Como teriam sido detectadas centenas
de programas sem licença, a Microsoft ingressou com pedido de perdas e
danos contra a Sergen. A empresa afirma ter apresentado todas as
licenças dos programas.
No STJ, a Microsoft tenta restabelecer decisão favorável a ela
concedida em primeiro grau . O juiz havia determinado a realização de
uma nova perícia, estabeleceu o valor da causa em três mil vezes o
preço de cada software utilizado ilegalmente e fixou a caução a ser
prestada em 25% do valor da causa. A nova perícia teria concluído que
não haveria programas irregulares. A Sergen apresentou notas fiscais e
discos de instalação, mas não teria mostrado os certificados com as
licenças de instalação. Ao final, o juiz não considerou suficientes os
documentos apresentados pela empresa.
Essa decisão, contudo, foi revertida em apelação da Sergen no
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ), onde se considerou que o
juiz deveria ter fundamentado a não-adoção do laudo pericial para
decidir pela condenação ao pagamento de indenização.
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