Dispositivo de segurança se populariza no Internet Banking, mas usuário deve ter cuidado.
A segurança no Internet Banking é certamente um tópico fundamental,
hoje em dia. O alvo dos ladrões migrou da agência bancária para o
computador do correntista, onde as informações financeiras são
acessadas e movimentadas (pagamentos, transferências etc).
O Internet Banking desenvolvido no Brasil é o que considero um dos mais
seguros do mundo. Essa evolução é conseqüência da ação dos crackers.
Existem tantos ataques bem-sucedidos executados por brasileiros que a
tecnologia de segurança bancária evolui mais rápido aqui do que em
outros países. Porém, não existe segurança absoluta e o objetivo dos
crackers é localizar e explorar o elo mais fraco, o ser humano.
Os dispositivos de segurança no Internet Banking são eficazes?
O que você sabe: Os
crackers disseminam programas espiões capazes de gravar tudo o que você
digita durante o acesso ao Internet Banking. Por exemplo, agência,
conta corrente, frase secreta e senha. A contramedida implementada foi
o teclado virtual. Dessa forma, o cliente do banco é obrigado a
utilizar o mouse para informar a sua senha, minimizando o risco do
programa espião capturar as informações digitadas no computador.
Os riscos:
Existem dois problemas neste caso. Alguns clientes compartilhavam a sua
agência, conta corrente, senha do teclado virtual, com outra pessoa.
Esta outra pessoa acessava o Internet Banking e realizava diversas
transações financeiras. O cliente entrava em contato com o banco
informando que o dinheiro havia “desaparecido” de sua conta corrente.
Isso chama-se auto fraude.
O segundo problema é o teclado
virtual. O programa espião evolui junto com a segurança do Internet
Banking. Além de gravar tudo que é digitado, o programa espião
fotografa (print screen) toda vez que é pressionado algum botão do
mouse. Ou seja, quando você clica nos números da sua senha utilizando o
teclado virtual, o programa espião fotografa os números que foram
clicados.
O que você tem: Os bancos foram obrigados a
implementar uma segunda camada de segurança conhecida como token (chave
de segurança, cartão de segurança, tabela de senhas, dispositivo de
senhas eletrônicas etc). Dessa forma, mesmo que agência, conta, e senha
sejam informações conhecidas por terceiros, é necessário possuir o
token para realizar as transações financeiras.
Os crackers não
perderam tempo e publicaram na Internet páginas clonadas dos bancos
solicitando todos os números da chave de segurança, cartão de
segurança, e tabela de senhas. Veja o vídeo da ação do Cracker.
Alguns
clientes utilizam o token para aplicar o golpe de auto fraude. Ou seja,
é realizada uma fotocópia (xerox) do cartão/chave de segurança ou da
tabela de segurança. Essa cópia é disponibilizada para uma outra
pessoa. A conta corrente é acessada via Internet Banking pela outra
pessoa e são realizadas diversas transferências e pagamentos de contas.
O cliente entra em contato com o banco informando que roubaram seu
dinheiro, acreditando que o banco irá devolver todo o dinheiro que
“desapareceu” da sua conta corrente. Sendo assim, mesmo o token não
consegue garantir uma segurança absoluta.
O que você é: Os bancos estão implementando uma terceira camada de segurança, a biometria.
A
maioria das pessoas com quem conversei acreditam que a biometria é o
dispositivo de segurança mais seguro. Na minha opinião este recurso
passa uma falsa sensação de segurança. Um dos problemas é não poder
revogar uma permissão baseada em biometria.
Os Caçadores de
Mitos (MythBusters) demonstraram diversas formas de burlar um sistema
de segurança baseado em biometria. Uma das técnicas utilizadas, e a
mais curiosa, foi a utilização de uma fotocópia (xerox) da impressão
digital para burlar o sistema de segurança. Você pode conferir todos os
resultados das técnicas utilizadas no site
http://mythbustersresults.com/episode59.
Confira o vídeo deste episódio disponível no YouTube.
Conclusão
Pode-se
alcançar um aumento significativo de segurança utilizando o token.
Alguns tokens utilizam a tecnologia de “uma única senha”. Esta senha é
alterada uma vez por minuto e é permitido somente um acesso por minuto.
O token também permite que você utilize uma autenticação de dois
fatores (o que você sabe + o que você tem).
Não se esqueça: o
cracker precisa descobrir apenas uma fraqueza para ser bem-sucedido.
Normalmente o elo mais fraco é o ser humano. Não anote suas senhas,
frases secretas etc. Não faça uma cópia do seu token (cartão/chave de
segurança ou tabela de segurança), tenha cuidado com os sites clonados
- os bancos solicitam apenas uma das chaves de segurança – e sempre
atualize seu software antivírus.
Denny Roger é diretor
da EPSEC, membro Comitê Brasileiro sobre as normas de gestão de
segurança da informação (série 27000), especialista em análise de
risco, projetos de redes seguras e perícia forense. E-mail:
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Fonte IDGNow
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