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Uso de software livre cresce, mas desafios ainda são grandes |
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18-Nov-2008 |
Atualmente,
85% das empresas já usam softwares livres e a tendência é que os 15%
restantes passem a utilizá-los nos próximos 12 meses, segundo pesquisa
do Gartner. Mas a governança, ou a falta dela, é tida pelas empresas
como o principal desafio para o emprego desses programas.
E a aplicação em que vêm sendo mais utilizados é a
de serviço ao cliente (customer service), seguida de perto pela de
integração empresarial, finanças e administração, e negócio e análise.
Vendas e marketing, e soluções de ERP e CRM também são áreas nas quais
os programas de código abertos também têm crescido.
O Gartner observa, no entanto, que, ao contrário da idéia
corrente no mercado, o uso software livre implica, sim, em custos, e
por isso as empresas devem elaborar uma política de avaliação e de
governança para a utilização desses programas. Segundo a consultoria,
69% das empresas que utilizam software de código aberto não têm
qualquer política formal de avaliação e catalogação da utilização
desses aplicativos, o que abre um enorme potencial para violações de
propriedade intelectual.
"Só porque é livre, não significa que não tenha custo. As
empresas devem ter uma política de avaliação, decidindo quais as áreas
que utilizarão softwares de código aberto e identificando o risco de
violação de propriedade intelectual. Depois da elaboração e entrada em
vigor dessa política, deve haver um processo de governança para
aplicá-la", declarou Laurie Wurster, diretor de pesquisa do Gartner.
As três principais razões para a utilização de programa de
código aberto, segundo constatou a consultoria, são o menor de custo
total de propriedade, redução dos custos de desenvolvimento e o fato de
o software livre ser mais fácil de ser implementado em novos projetos
de TI. Além disso, as empresas também apontaram que implementam
programas de código aberto como defesa contra o investimento em único
fornecedor.
A governança, ou a falta dela, foi citada pelas empresas como
o principal desafio para a utilização de softwares de código aberto,
seguido pelas condições conflitantes de disponibilidade em razão das
muitas formas e tipos de licença.
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