É inacreditável. Pode parecer cena de vilão de novela. Mas, o ser
humano, capaz de atos de benevolência, companheirismo e até mesmo de
altruísmo nestes dias de enchente, onde a emoção está à flor da pele, é
capaz também de gestos cruéis e gananciosos.
Não têm faltado reclamações da comunidade contra estabelecimentos
comandados por comerciantes, digamos, não tão apegados à honestidade,
muito menos ao altruísmo que caracteriza o blumenauense nestes dias de
sofrimento e angústia. Entre tantas reclamações, um posto de combustível da cidade é acusado
de vender gasolina a R$ 2,99 o litro. Segundo informações da comunidade, um mercado do bairro Ponta Aguda majorou os preços de seus
produtos em até 100%. E um assado de carne e minimercado da Rua
Estanislau Schaette vende pão francês a R$ 7,80 o quilo. Sim, acredite.
O mesmo estabelecimento da Estanislau Schaette estava com todos os
preços de seus produtos retirados das prateleiras na manhã deste
domingo, dia 23. O "susto" do consumidor só acontecia com a chegada ao
caixa. Lamentável. A "lei da oferta e da procura" indica que os preços aumentem na mesma
proporção em que aumenta a procura por um determinado produto. Talvez
não se possa dizer que é ilegal. Mas, certamente, pode-se dizer que é
imoral. Ainda assim, o Procon de Blumenau informa que estes "comerciantes"
devem ser denunciados ao órgão. Se comprovados os abusos, os
estabelecimentos poderão ser autuados. De qualquer forma, a maior penalização para estes "comerciantes", foi
sugerida pelo próprio prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, ao
ser questionado sobre o assunto: "Que a população se lembre destes
comerciantes depois da enchente e não volte a entrar nestes
estabelecimentos". Para estes "comerciantes", falência é pouco.
Por Fábio Souza
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