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Brasil pode ter banda larga pela rede elétrica ainda neste ano |
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21-Fev-2009 |
O acesso à internet em banda larga pela rede
elétrica será uma realidade ainda neste ano. Quem garante é a
conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Emília
Ribeiro, afirmando que o seu relatório sobre a regulamentação da
questão estará pronto no fim de março.
Depois isso, segundo a conselheira, as normas devem
ser analisadas pelo conselho diretor do órgão regulador e, se forem
aprovadas, as empresas já poderão passar a oferecer o serviço. "É muito
importante decidir essa questão, porque é mais uma forma de expandir a
banda larga para todo o país de forma mais barata, e de aumentar a
competição também", afirmou a conselheira, em entrevista à Agência
Brasil.
Emília disse que está ouvindo todos os setores interessados e
que algumas experiências já estão sendo realizadas no país. Entre as
empresas que já testam a tecnologia estão a Eletropaulo Telecom, Celg e
Cemig. Com a transmissão de dados em alta velocidade pela rede elétrica
– tecnologia conhecida como PLC/BPL (Power Line Communication/Broadband
over Power Line) –, as tomadas residenciais passam a ser pontos de
rede, quando conectadas a um modem.
A conselheira explica que os dados serão transmitidos por
meio de fio elétrico ou por outro cabeamento instalado no poste de
energia. O sinal de internet em banda larga chega até as residências
pela caixa de energia elétrica e é transmitido por dentro da rede.
Outra bandeira defendida por Emília Ribeiro dentro da Anatel é
a utilização da banda larga no serviço público. Segundo ela, o país
pode economizar muito com a informatização de serviços como saúde,
educação e segurança.
"Não se discute a importância disso, é uma necessidade. Mas a
forma de fazer ainda está sendo amadurecida. É uma política de governo,
depende da vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do
ministro [das Comunicações] Hélio Costa. Tenho certeza de que eles têm
essa vontade, quem não quer ver um governo informatizado? Mas temos
muitos desafios, como a extensão territorial", afirmou a conselheira.
Segundo Emília Ribeiro, uma das alternativas para expandir o
serviço seria por meio da universalização da banda larga nas escolas,
com os sistemas de backhaul, que é a infra-estrutura de rede para
conexão em banda larga. "Não custa muito para o governo um estudo que
faça o serviço chegar à segurança, à saúde, à cultura. Uma política de
governo que tem uma iniciativa já feita e basta mais um fôlego para
avançar", defendeu Emília, ressaltando que essa é uma questão inadiável.
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