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Assim como um programa
convencional, praga recebe atualização para driblar medidas de
segurança e continuar ativa nos PCs. Computadores contaminados com o verme Conficker
estão recebendo uma nova variante da praga digital. O objetivo é
impedir que os antivírus e ferramentas de remoção de software malicioso
consigam eliminar o Conficker das máquinas já contaminadas.
De acordo com Vincent Weafer, vice-presidente de Pesquisa da Symantec,
o Conficker.c é o primeiro vírus que recebe novas “ordens” de seus
criadores, que estão bastante interessados em manter o controle dos
computadores contaminados.
Segundo o pesquisador, a nova variante consegue
se comunicar com 50 mil endereços de internet diferentes e obter novas
instruções a partir desses sites. As primeiras versões do vírus se
comunicavam com “apenas” 250 sites - um número bem mais fácil de ser
administrado pelos fabricantes de antivírus e especialistas de
segurança em geral.
"O novo Conficker.c torna as coisas ainda
mais difíceis para nós”, disse Weafer. “Temos que cortar a comunicação
com uma quantidade de domínios muito grande”, acrescentando que talvez
não seja viável fazer uma lista com os 50 mil endereços web com que o
novo Conficker “conversa”. Outra estratégia melhor seria impedir que o
vírus fizesse qualquer tipo de comunicação online.
Além disso, a nova versão do verme procura desligar as defesas do computador, incluindo ferramentas usadas para remover vírus.
Por
outro lado, Weafer está animado com o número de PCs contaminados pela
praga: agora, existem centenas de milhares contaminadas, ao contrário
dos milhões de computadores infectados registrados até o mês passado. E
a Microsoft ofereceu uma recompensa de 250 mil dólares para quem tiver pistas sobre os criadores da praga.
Para
evitar ser contaminado pelo Conficker, é importante instalar a correção
MS08-067, usar senhas fortes e desabilitar as funções “Autoplay” e
“Autorun” do Windows.
Gregg Keizer, editor do Computerworld, em Framingham
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