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Netbooks: o cavalo de tróia do Linux |
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12-Dez-2009 |
O sistema operacional livre pode ter um importante aliado nos portáteis
de baixo custo que inundam o mercado, para aumentar sua minoritária
participação de mercado na informática de consumo, dominada pelo
monopólio dos Windows da Microsoft e também pelo Mac OS X da Apple. O
Linux está escondendo o seu poder nos netbooks, assim como fizeram os
gregos na guerra de Tróia?
Segundo o TechRadar,
o auge dos mini-portáteis está impulsionando “a revolução do Linux”.
Até agora, para o bem ou para o mal, o Linux tinha uma reputação de
sistema operacional “geeks”, ou melhor, “exclusivo para pessoas
apaixonadas por tecnologia e informática”, segundo a acepção do termo.
O Linux monopoliza o top-500 dos super computadores mundiais, com o
SUSE Linux Enterprise da Novell gerenciando 20 dos 50 primeiros. Na
lista do top-500 sóe existe um Windows HPC Server 2008 e o Mac OS X
brilha pela sua ausência, enquanto outros UNIX engrossam a lista.
Nos servidores, a implantação do Linux é incontestável, com uma
participação UNIX/Linux estimada em 80%, a maioria com sistemas
comerciais e com o avanço do GNU/Linux com o pagamento dos serviços de
suporte. E se isso é assim, porque no grande mercado de consumo o Linux
não conseguiu até agora alcançar uma quota de mercado significativa que
o aponte como uma verdadeira alternativa?
Certamente, a sua ligação com o UNIX comercial não ajudou muito, e
a lenda urbana sobre a complexidade que acompanha o sistema, atualmente
não se sustenta com as atuais distribuições de consumo. O poderio da
Microsoft e a sua relação com os fabricantes é outro motivo, além da
falta de apoio para uma plataforma ainda minoritária.
O grande avanço das diferentes distribuições quanto a facilidade de
uso, instalação e gerenciamento de aplicativos, juntamente com a
compatibilidade do hardware e melhores drivers, com a atenção
insuficiente, mas crescente que as grandes companhias estão dedicando
ao sistema livre, poderão mudar este panorama.
E aqui entram os netbooks, o termo inventado pela Intel para
designar os portáteis de baixo custo, dimensões e potência, mas mais do
que suficientes para o uso de aplicativos básicos, navegação Internet,
e-mail e outros serviços em rede e reprodução multimídia.
Um dos dispositivos onde as diferentes distribuições GNU/Linux se
sentem como um peixe na água, graças ao suporte conjunto
hardware-software que o acompanha e aos milhares de aplicativos livres
e de uso gratuito ao alcance de um único clique. A resposta da
Microsoft não demorou muito e a companhia resolveu ampliar a vida do XP
nos netbooks, apesar do fim da comercialização do sistema operacional.
Além disso, a companhia também já anunciou que o Windows 7 poderá ser
instalado nos portáteis de baixo custo com novas características como o
painel tátil.
Mesmo assim, será que os netbooks conseguirão mostrar que o Linux
pode ser uma alternativa real entre os sistemas operacionais de
consumo? Só o tempo dirá, mas o apoio dos fabricantes é fundamental
para que ele consiga atingir seu objetivo no segmento doméstico. Além
disso, o Linux também precisa avançar em outras áreas de grande
importância para os usuários para os quais ele está direcionado, como
contar com uma plataforma nativa para jogos e drivers de qualidade –
abertos ou fechados – que lhe garantam.
Fonte: TheInquirer
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