Mercado
de PMEs recorre ao comércio online para sair da crise
O
medo de investir na internet e um novo horizonte se abre para as
pequenas e médias empresas. Segundo estudos do e-bit, o comércio
eletrônico movimentou R$ 2,3 bilhões no Brasil no primeiro trimestre de
2009, 25% maior em relação ao mesmo período em 2008 e 32% superior em
relação a 2007.
Conforme pesquisa da Price Waterhouse Coopers, o
investimento mundial em entretenimento e mídia atingirá US$ 1,6 trilhão
em 2013, com um ritmo anual de crescimento relativamente moderado, de
2,7%. O relatório Global Entertainment and Media Outlook, também
divulgação esta semana, revela que a migração para o entretenimento
digital se acelerará à medida que as empresas buscam por mais eficiência
em publicidade e distribuição, em meio à crise, e os consumidores
procuram por mais controle sobre o conteúdo e mais valor.
Segundo
Leonardo Bortoletto, diretor da Web Consult, especializada em negócios e
soluções virtuais em Belo Horizonte, o empreendedor está percebendo a
importância da rede mundial de comunicação para vender e que marketing é
importante para qualquer negócio, independentemente, do tamanho da
empresa.
"Marketing em qualquer ambiente, quer seja no mercado
real ou virtual, dá resultados. Na internet, por exemplo, as ações geram
um efeito multiplicador e em curto espaço de tempo", afirma.
A
Pizzaria Mangabeiras passou a vender pizzas pela internet desde outubro.
Os pedidos chegam a 700 por mês via e-mail, registrando um crescimento
de 500% entre dezembro e abril. O investimento da Policenter na internet
ampliou a demanda pelos serviços em 30%.
O acesso virtual dos
brasileiros cresce diariamente. O Brasil tem 41 milhões de internautas,
liderando o ranking mundial de países com o maior tempo médio de
navegação, cerca de 24 horas e 49 minutos. Em janeiro de 2009, 24,5
milhões de brasileiros utilizaram a rede a partir de conexões
residenciais, representando um crescimento de 16% em relação ao mesmo
período no ano passado.
O marketing digital ganha espaço entre
empresários, de acordo com Bortoletto, porque a internet leva para
dentro de casa uma infinidade de oportunidades. Até então, muitas
pessoas ainda acham que a rede somente serve para enviar e receber
e-mails. Se trocar a casa pelo escritório, as oportunidades triplicam,
pois dentro das empresas e de forma estratégica, é possível extrair da
internet recursos muito eficientes e baratos para garantir uma
comunicação mais eficaz com cliente e consumidor.
"Site por si só
não gera negócios. Trata-se somente de um espaço para o internauta
conhecer mais sobre a empresa. O endereço eletrônico pode ter mais
objetivos que somente informar, como por exemplo ser uma ferramenta para
que as pessoas descubram a empresa com um melhor posicionamento em
sites de buscas, tendo a opção de comprar e conhecer melhor produtos e
serviços", explica Bortoletto.
Uma campanha de marketing digital
começa pelo levantamento do público-alvo da empresa, do que o consumidor
precisa, o que o emociona na internet. Já, para quem possui um site,
nem sempre é necessário modificar tudo. Afinal, algumas alterações
estratégicas de conteúdo podem melhorar os resultados do projeto online.
Fonte MSN Tecnologia
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